Apesar de sua popularidade nos últimos anos, implementar Big Data ainda é uma tarefa que tem deixado muitas empresas perdidas. Contudo, esse processo poderá ser mais simples se direcionado da maneira correta.

Pensando nisso, preparamos um post com os principais passos a serem seguidos e os erros a serem evitados para você aproveitar o máximo desse recurso.

Como implementar Big Data na minha empresa?

Falar de Big Data é pensar no desenvolvimento de uma cultura orientada à análise de dados, portanto, antes de tudo, é necessário dar início a esse movimento cultural dentro da empresa. Muitas empresas vão atrás das melhores ferramentas ligadas a Big Data, acreditando em melhorias apenas por esse caminho. Está completamente errado!

Os colaboradores, gestores ou não, precisam entender a importância de uma cultura de Big Data e como ela será útil para a empresa. Por isso, não cometa esse erro. Crie, junto à área de Recursos Humanos, uma maneira de introduzir esse novo pensamento.

Apresente a mudança aos colaboradores, mas esclareça, também, o papel deles nesse processo. Treine, eduque e compartilhe com cada participante o porquê de implementar essa nossa maneira de agir e mostre os benefícios que são esperados.

Por onde eu começo?

Se é para mudar uma cultura, então precisamos de um grande plano. Planejamento é tudo nesse momento. É preciso estabelecer, com clareza, os objetivos da empresa e como alcançá-los.

Não pense que falar de Big Data é comprar um belo software e tudo se resolverá em alguns meses. É preciso saber aonde a empresa quer chegar, só assim todo esse movimento servirá para alguma coisa. Pense nele como o veículo, não o caminho.

Os processos e técnicas por trás do nome Big Data visam compreender os problemas do negócio, em sua causa, e a partir de insights apresentam possibilidades para administrá-los. Mas, para esse processo ser realmente útil, deve haver o engajamento de todos. Comece pela cultura!

É melhor investir em profissionais ou em ferramentas?

Outro grande erro é adquirir a melhor ferramenta e só então ir atrás de um bom profissional para operá-la. Faça o oposto. Monte uma equipe, preferencialmente multidisciplinar, para atuar diretamente nas questões de Big Data. Esses profissionais devem estar presentes desde o princípio da mudança cultural.

Essa equipe vai orientá-lo quanto aos melhores equipamentos para coletar, armazenar e analisar os dados disponíveis no universo de sua empresa, levando em consideração o planejamento.

Uma boa ideia é, em vez de realizar um grande número de contratações, terceirizar a implementação. Assim você tem acesso a profissionais altamente especializados por uma fração do custo e pode poupar para investir em outras áreas do negócio.

Em quais informações devo ficar de olho?

Com a cultura sendo desenvolvida, uma boa equipe, planos e objetivos em pauta, é hora de identificar os indicadores-chave e determinar a periodicidade de acompanhamento desses indicadores. Além disso, os processos para trabalhar com Big Data devem ser muito bem estabelecidos.

Só com retorno será possível determinar se os objetivos estão sendo alcançados, se o caminho está correto e o que é preciso mudar. Sendo assim, tenha em seus planos os indicadores necessários para o seu negócio ir mais longe com Big Data.

Mas, atenção: é comum confundir Business Intelligence com Big Data. Embora o segundo esteja intimamente ligado ao primeiro, não significam a mesma coisa.

Como fazer a aplicação?

Fazer a aplicação de Big Data exigirá que a sua empresa leve em consideração algumas questões. Implementar Big Data é uma ação estratégica em si mesma e deve ser direcionada a resultados.

Ela costuma ser mais transformativa que inovativa, mas isso não significa que não seja necessário levar em consideração alguns pré-requisitos.

Para implementar Big Data com sucesso, por exemplo, uma organização precisa ter frameworks de administração de dados sólidos e um orçamento para adquirir novas fontes de dados. Além disso, a definição de uma política de privacidade é essencial, já que Big Data pode revelar dados muito pessoais sobre os sujeitos analisados.

Exatamente por isso, investir também em uma nova infraestrutura de segurança pode ser necessário. Fazer a aplicação vai exigir que você esteja atento a todas essas questões.

Como criar uma estratégia de Big Data?

O grande desafio de criar uma estratégia de Big Data é escolher quando e como essas tecnologias poderão funcionar a favor do seu negócio. Simplesmente adotar a solução sem um plano de ação pode significar gastos que falham em trazer retorno.

Por isso, é importante ter uma estratégia de implementação de Big Data. Construí-la, porém, não é fácil.

Um plano estratégico de Big Data vai considerar ambos: a adoção da nova tecnologia e como ela se alinha com a governança corporativa.

Portanto, o primeiro passo é criar um padrão de práticas corporativas que possam ser compartilhadas por todos os membros da sua equipe. Em seguida, deve-se definir exatamente quais são as necessidades destes usuários e como a sua rotina de trabalho poderia ser impactada positivamente por Big Data.

Com estas informações em mãos, resta a tarefa de preparar o ambiente de implementação e estabelecer regras para o uso de dados e sua administração. Feito isso, é preciso investir em treinamento para as suas equipes, a fim de que elas consigam fazer o uso mais eficaz das tecnologias de que dispõem.

Quais tecnologias são possíveis sem custo adicional?

Há uma série de ferramentas de Big Data que podem ser utilizadas sem custo nenhum para a sua empresa. Elas podem ajudá-lo a economizar bastante com licenças de uso e acelerar a implementação dessa tecnologia.

Algumas delas são:

Por se tratarem de soluções OpenSource, elas podem fazer parte da rotina da sua empresa sem significar um custo adicional. E, por isso mesmo, tornam mais fácil implementar Big Data.

Como escolher uma ferramenta de Big Data?

Escolher a ferramenta certa de Big Data é uma parte muito importante do processo de sua implementação. Mas, para fazer isso, você precisa ter um entendimento concreto das necessidades transacionais e analíticas do seu sistema em particular.

Isso porque os grandes dados continuam crescendo com o passar do tempo, mas não necessariamente significa a mesma coisa para todas as empresas. Algumas delas precisam apenas de uma solução simples, enquanto outras têm a necessidade de explorar essa alternativa integralmente. São os seus objetivos que vão guiar a escolha de uma ferramenta de Big Data. Quando falamos em necessidades transacionais é exatamente isto que queremos dizer.

Do que o seu negócio precisa para operar? Com esta informação será muito mais simples entender o tempo de latência e de resposta que um sistema precisa oferecer e, por conseguinte, escolher uma alternativa específica.

Você quer, todavia, que o seu sistema de Big Data seja confiável e esteja sempre disponível para uso. Portanto, leve estes aspectos em consideração ao analisar as ferramentas do mercado.

Outra coisa importante a se considerar é o tipo de análise que a sua empresa fará dos dados que tem em mãos. É muito provável que sua necessidade primária seja visualizar dados do passado para conseguir fazer uma previsão do futuro. Então, o seu software de Big Data precisa entregar essas funções com eficiência e agilidade.

A maioria das ferramentas de Big Data do mercado foi proposta tendo ambos os aspectos em mente. Mas, algumas delas são mais complexas que as outras e, consequentemente, mais onerosas. Leve também isso em consideração ao fazer a sua escolha.

Agora que você já sabe o básico sobre como implementar Big Data, que tal falar com um especialista? Entre em contato com a Know Solutions!

Leandro Guimarães
Leandro Guimarães é o fundador da Know Solutions e trabalha com Business Intelligence desde 2009. Possui amplo conhecimento em Modelagem Dimensional, Data Warehouse e na plataforma Pentaho.

Foi aluno de Ralph Kimball, maior referência mundial no assunto, no curso de Modelagem Dimensional realizado pela Kimball University, em Estocolmo – Suécia.

Já ministrou diversas palestras sobre o tema e atualmente mantêm o blog da Know Solutions, com referências sobre Business Intelligence.

Pós Graduado em Gestão de Projetos de Software pela PUC – Paraná. Trabalhou durante 7 anos na empresa Siemens onde participou de projetos em diferentes países.