O termo big data já não é mais tão novo, dizendo respeito a três aspectos essenciais na mineração de dados: volume, velocidade e variedade. Quando trabalhamos com big data na politica esses três aspectos devem ser obrigatoriamente levados em consideração.

Volume diz respeito a quantidade de dados disponíveis a serem analisados, velocidade a produção de novas informações — que geralmente tem caráter decisório e estão sendo produzidas enquanto este texto é escrito — e variedade, na origem ou tipo de conteúdo.

Quando esses três Vs são associados podemos entender melhor o significado de big data e a partir daí inferir como sua aplicação interfere no resultado das eleições.

Mineração de dados e estratégia

Uma das principais vantagens do big data é sua versatilidade. Esse tipo de análise, mesmo quando aplicada à realidade das pequenas e médias empresas oferece informações valiosas para seu negócio e isso não poderia ser diferente quando o assunto é política. Se na hora de desenvolver um aplicativo o cruzamento de dados será importante para atender melhor seu usuário e prever com maior acuidade suas expectativas, na política podemos esperar algo parecido.

Marketing político, mais que qualquer outro, é baseado em entender o que o eleitor procura em seus representantes eleitos e estabelecer autoridade nessas áreas. Campanhas são ambientes extremamente dinâmicos e perder segundos de televisão abordando temáticas alheias ao eleitor é garantia de alienar sua base de votos. Como a ideia aqui é tornar um candidato viável a um cargo eletivo, quanto maior for sua sintonia com os eleitores, melhor. É aí que entra o poder do big data na política.

Presidente eleito pela ciência da informação

O resultado não vêm apenas na forma de votos, mas numa melhor utilização dos recursos disponíveis em caixa. Candidatos podem segmentar parcelas da população por idade, localização e afiliação política e definir estratégias voltadas especificamente para esses grupos. Ações específicas diminuem o custo de cada voto e tornam campanhas mais dinâmicas, orientando o que falar, como e para qual audiência e comparando resultados. O maior case de big data na política foi a eleição de Barack Obama e seu icônico Yes We Can.

O uso de dados nessa campanha foi especialmente importante na hora de modificar o voto dos indecisos e transformar cada ação do candidato em um hit nas mídias sociais. A tendência deve ser adotada nas eleições municipais, principalmente graças as alterações na legislação que diz respeito ao financiamento de campanha. A estratégia de Barack Obama foi fundamental para coletar doações de pessoas físicas, que serão fundamentais dentro da nova regra.

Big data na política e nas empresas

Cruzando dados geográficos, demográficos, pesquisas de opinião e manifestações nas redes sociais, campanhas podem se beneficiar do mesmo recurso que ajuda empresas a anteverem as expectativas do consumidor e adaptarem suas estratégias de acordo.

Pode parecer um pouco maquiavélico, mas, em princípio, ajustar a eficácia da sua mensagem com auxílio de big data modificará completamente nosso relacionamento com a coisa pública. Não são só os candidatos que se beneficiam do uso de big data, mas também os cidadãos.

Pense no ideal de democracia ateniense, de intensa participação popular no processo decisório. Os cidadãos se reuniam na ágora, que se tornou símbolo da participação dos homens livres na vida pública e dali vem a ideia de que regimes são legitimados pela consulta popular.

Hoje essas consultas são feitas através da eleição de representantes capazes de endereçar os anseios de um determinado grupo de pessoas e defender seus interesses junto às instituições, mas a internet abriu novas portas para a cidadania.

Online, pessoas se reúnem para discutir e demandar ações do poder público e durante esse processo, produzem uma infinidade de informações que vistas de longe indicam uma tendência em qualificar as relações entre o poder e o povo.

Analisar big data na política ajudará a construir campanhas mais sensíveis as demandas populares, atingir eleitores de forma segmentada e construir um diálogo ativo com a sociedade.

Os resultados são campanhas capazes de gerir melhor seus recursos e obter maior aproveitamento junto aos eleitores.

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Leandro Guimarães
Leandro Guimarães é o fundador da Know Solutions e trabalha com Business Intelligence desde 2009. Possui amplo conhecimento em Modelagem Dimensional, Data Warehouse e na plataforma Pentaho.

Foi aluno de Ralph Kimball, maior referência mundial no assunto, no curso de Modelagem Dimensional realizado pela Kimball University, em Estocolmo – Suécia.

Já ministrou diversas palestras sobre o tema e atualmente mantêm o blog da Know Solutions, com referências sobre Business Intelligence.

Pós Graduado em Gestão de Projetos de Software pela PUC – Paraná. Trabalhou durante 7 anos na empresa Siemens onde participou de projetos em diferentes países.