Software de código aberto ou código fechado? Essa discussão pode se tornar especialmente acirrada, já que há argumentos valiosos para os dois lados. Porém, muitas empresas já estão apostando em uma espécie de terceira via: assim, combinam as duas abordagens e ressaltam os pontos fortes de cada uma.

Neste artigo, explicaremos as diferenças entre os dois tipos de software. O código aberto tem se tornado cada vez mais comum e revolucionado a indústria, mas os programas fechados não perderam sua atratividade. Eles podem trabalhar juntos? Continue a leitura para descobrir a resposta!

Quais as principais aplicações de um software de código aberto?
Também conhecidos como open source, esses softwares são programas baseados em licenciamentos, que possibilitam aos usuários o acesso, a análise e, até mesmo, a alteração em cima do código-fonte — sem que seja necessário solicitar qualquer tipo de autorização. Nesse quesito, eles se diferenciam dos chamados softwares livres, que são mais restritivos em relação às licenças.

Já as licenças próprias dos programas de código aberto permitem que as pessoas possam estudar os seus mecanismos internos e acompanhar a evolução das linhas de programação utilizadas. A comunidade global do universo open source também possibilita que os softwares open source evoluam rapidamente por meio da colaboração coletiva.

Quais as características do software de código fechado?
Já os programas de código fechado, também conhecidos como closed source ou proprietários, são os sistemas mais utilizados pelos fabricantes renomados. Se você já precisou adquirir uma licença de alguma solução digital famosa, provavelmente adquiriu um produto dessa natureza.

Nesse caso, o acesso aos códigos é restrito, já que pode ser alterado somente por pessoas previamente autorizadas — de modo geral, os programadores da própria companhia. É interessante notar que a privacidade ajuda uma empresa desenvolvedora a se manter lucrativa e a estabelecer-se como uma referência no mercado.

Além disso, a segurança geral proporcionada por esse tipo de solução é forte, já que poucos profissionais conhecem as vulnerabilidades da ferramenta. O suporte às falhas que surgem é fornecido pela própria desenvolvedora, o que é uma boa notícia para aqueles que preferem optar por esse tipo de software.

Como escolher o ideal para o seu trabalho?
Se a sua empresa não é de TI ou os colaboradores não têm muito conhecimento técnico de tecnologia, a maioria dos softwares proprietários oferece boas opções para o cotidiano do seu negócio. O custo é, de modo geral, mais alto, mas a segurança em contar com um programa desenvolvido por especialistas de alto nível da indústria compensa o investimento.

Porém, se você e seus colaboradores têm conhecimento técnico, adotar uma solução de código aberto pode ser a oportunidade para customizar o software de acordo com as suas necessidades. Além disso, companhias de grande porte têm mais capital para investir em inovação e podem desenvolver ramificações interessantes de programas open source.

Porém, a escolha não precisa ser necessariamente excludente: é possível utilizar soluções de código fechado e combiná-las a programas open source, inclusive para empresas que contam com desenvolvedores na área de tecnologia. Falaremos um pouco mais sobre isso no próximo tópico.

É possível utilizar ambos?
Sim — e existem exemplos práticos na indústria. Há alguns anos, a gigante Microsoft firmou uma parceria com a Novell para exportar algumas de suas tecnologias para o Linux e outras plataformas abertas.

Como se não bastasse, em julho de 2009, a empresa fundada por Bill Gates concordou em contribuir com parte de sua tecnologia para o Linux sob um acordo de licenciamento que permite que desenvolvedores de fora da Microsoft modifiquem o código.

A Nokia também é uma adepta da mistura bem-sucedida envolvendo as duas plataformas. No blog da companhia, é possível, até mesmo, encontrar artigos destinados a provar que ambas as soluções operam bem em conjunto.

Percebeu como as duas opções podem se completar perfeitamente? Com a riqueza da tecnologia atual, é possível combinar diferentes soluções, tanto no caso de empresas que apenas utilizam os programas quanto para aquelas que desejam desenvolver suas próprias ferramentas.

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Leandro Guimarães
Leandro Guimarães é o fundador da Know Solutions e trabalha com Business Intelligence desde 2009. Possui amplo conhecimento em Modelagem Dimensional, Data Warehouse e na plataforma Pentaho.

Foi aluno de Ralph Kimball, maior referência mundial no assunto, no curso de Modelagem Dimensional realizado pela Kimball University, em Estocolmo – Suécia.

Já ministrou diversas palestras sobre o tema e atualmente mantêm o blog da Know Solutions, com referências sobre Business Intelligence.

Pós Graduado em Gestão de Projetos de Software pela PUC – Paraná. Trabalhou durante 7 anos na empresa Siemens onde participou de projetos em diferentes países.