Amadas por muitos e indesejadas por outros tantos, as planilhas (como aquelas do Excel) não são uma unanimidade quando o assunto são os relatórios de uma empresa. E não é para menos. Com vários números e informações, tudo aquilo, por mais que às vezes signifique boas notícias, nem sempre é facilmente compreendido por todas as pessoas.

De olho nisso, pesquisadores têm desenvolvido uma maneira mais elegante e interessante de apresentar dados para o público em geral, uma técnica que vem sendo conhecida como storytelling com dados — ou história com dados — e que tem feito bastante sucesso no exterior.

Mas, afinal, o que é esse storytelling e quais são os seus benefícios para uma empresa? É o que vamos descobrir a seguir. Confira!

O que é Storytelling com dados

Se traduzirmos ao pé da letra, a palavra “storytelling”, em inglês, significa “contar histórias”, algo que talvez não faça muito sentido no mundo dos dados. No entanto, a mesma palavra dentro desse universo tem um significado um pouco diferente: ela representa um período, um motivo ou até um grupo social escondido por trás dos números de um relatório. Ou, em resumo: é um modelo de representação capaz de comunicar com clareza e eficiência até mesmo as ideias mais complexas.

Mas talvez você se pergunte: “então como construir essas histórias com os dados da minha empresa?”. E se esse for o seu caso, não se preocupe, porque não é algo tão difícil como pode parecer.

Como construir a sua história

Antes de mais nada é bom lembrar que quando falamos de contar uma história com dados, estamos falando de criar apresentações visuais interessantes para eles, com gráficos — em pizza, 3D, etc — que mostrem de forma clara um apanhado de informações. E para que isso tenha sucesso, podemos seguir 3 passos bastante importantes:

1. Antes de contar uma história, mesmo que seja com dados, saiba para quem ela será contada. Portanto, não faça resumos e gráficos com porcentagens de informações que talvez não dizem respeito à sua audiência. Foque apenas no que é realmente importante de ser apresentado.

2. Seja objetivo e não perca tempo apresentado dados que podem ser até mesmo ser ignorados mais tarde — pense em uma apresentação de balanços do ano: não faz sentido passar 20 minutos falando dos lucros de novembro se em dezembro houve algum prejuízo. Resuma tudo em um só gráfico.

3. Ainda que seja importante resumir o que será apresentado, isso não quer dizer que você deva cortar informações importantes.

Por que contar histórias com os dados

Segundo Tom Davenport, um conhecido autor de livros sobre sistemas de informação, histórias com dados são mais interessantes do que relatórios convencionais porque nós já somos programados para aceitar e entender melhor as histórias do que os números.

Além disso, de acordo com Davenport, um dos lados interessantes de se criar histórias com informações, é que com isso nós criamos apresentações mais persuasivas e confiantes. E isso sem contar que o ser humano é biologicamente mais propenso a acreditar em histórias baseadas em dados reais.

Capaz de explicar de forma mais clara o que acontece por trás de um emaranhado de números e informações o storytelling com dados — ou história com dados — é mais do que uma análise, ela é também uma excelente ferramenta para vender ideias e projetos. Portanto, não perca tempo e comece a pensar em como seriam as histórias do seu projeto agora mesmo.

E você, gostou do nosso post? Quer saber um pouco mais sobre como o storytelling com dados pode ser importante para a sua empresa? Então deixe as suas dúvidas aqui mesmo, na nossa caixa de comentários!

Leandro Guimarães
Leandro Guimarães é o fundador da Know Solutions e trabalha com Business Intelligence desde 2009. Possui amplo conhecimento em Modelagem Dimensional, Data Warehouse e na plataforma Pentaho.

Foi aluno de Ralph Kimball, maior referência mundial no assunto, no curso de Modelagem Dimensional realizado pela Kimball University, em Estocolmo – Suécia.

Já ministrou diversas palestras sobre o tema e atualmente mantêm o blog da Know Solutions, com referências sobre Business Intelligence.

Pós Graduado em Gestão de Projetos de Software pela PUC – Paraná. Trabalhou durante 7 anos na empresa Siemens onde participou de projetos em diferentes países.