Entender e estruturar bem os níveis de decisão é uma estratégia fundamental para as empresas que desejam crescer. Afinal, assim, elas conseguem organizar suas abordagens e objetivos, a fim de ter clareza do que fazer e de quando executar cada ação. O planejamento e as escolhas se tornam um guia para alinhar toda a empresa e permitir o avanço. 

Nesse sentido, uma boa opção para automatizar e otimizar as decisões nos diferentes níveis é o Business Intelligence. Com uma cultura focada em dados e em análises de inteligência, é possível integrar fontes distintas e gerar relatórios precisos, visando identificar pontos fortes e fracos, explorar oportunidades e gerenciar riscos. 

Se quiser saber mais sobre o assunto, acompanhe.

O que é Business Intelligence?

Business Intelligence (BI) é o termo dado para o conjunto de soluções que visam coletar, organizar, processar e tratar dados a fim de gerar valor. As ferramentas integram fontes diferentes com foco em realizar cálculos e correlações e gerar informação útil para a tomada de decisão. 

Ou seja, ao trabalhar os dados brutos e extrair valor deles, a companhia é capaz de adquirir insights acerca das suas condições e saber o que é possível ajustar de modo a evoluir. Assim, a gestão dispõe de um painel que integra informações relevantes sobre as condições da organização como um todo. Esse painel é formado por gráficos, relatórios e indicadores que são alinhados com as metas

O BI é uma forma de tornar esses objetivos claros e visíveis para diferentes pessoas. Isso é impulsionado pela facilidade da consulta de dados, de acordo, inclusive, com filtros determinados pelos usuários. 

Quais são os diferentes níveis de decisão?

Existem três principais níveis de decisão, e o BI pode ser usado para integrar os três. Veremos mais sobre eles a seguir.

Estratégico

No topo da análise, temos o nível estratégico. Esse está relacionado com uma visão mais ampla, que afeta a empresa como um todo e compreende aspectos importantes, como a missão da companhia e os rumos do negócio. É uma decisão associada com a diretoria da empresa, em que é traçado o que fazer para o longo prazo.

Naturalmente, esse nível envolve um poder analítico e integrador mais robusto do BI. É usada a análise preditiva a fim de identificar possíveis situações e cenários no futuro, por exemplo, integrando dados internos com dados públicos.

Tático

O nível tático ou analítico diz respeito a uma visão mais fechada em departamentos específicos, com foco em metas e condições para que as decisões estratégicas funcionem. Ou seja, são escolhas específicas que tratam de fluxos de processos e recursos necessários para alcançar os planos do grau superior.

As escolhas nesse nível são feitas por gerentes para o médio prazo. Nesse estágio, o BI ajuda no estudo voltado a departamentos específicos, bem como com informações sobre desempenho e possíveis problemas nos processos.

Operacional

No operacional, são definidas abordagens práticas para chegar aos propósitos estabelecidos. São ações menores, a curto prazo, em uma visão ainda mais específica e setorial. Define as pessoas envolvidas e como os processos e responsabilidades serão separados por pessoa. Estabelece também o cronograma de tarefas.

É uma decisão geralmente tomada por técnicos e analistas. Nesse nível, o BI ajuda na consulta rápida de informações dos processos do cotidiano e no acompanhamento de indicadores em tempo real.

Quais são as principais consequências de não investir em BI?

Alguns dos principais problemas de não investir em BI, são:

  • Falta de previsibilidade: sem BI, as empresas ficam reféns de acontecimentos inesperados, sem prever e gerenciar esses eventos;
  • Desorganização das informações: as informações ficam dispersas e desorganizadas, o que prejudica a tomada de decisão;
  • Menos vantagem competitiva: sem se orientar por dados, empresas perdem espaço no mercado por decisões ruins;
  • Desconhecimento de clientes: sem BI, não há dados integrados para obter conhecimento profundo sobre os clientes.

Usar BI para otimizar os níveis de decisão é uma ótima abordagem para os tempos atuais. As empresas conseguem organizar seus objetivos ao integrar informações e consultá-las em formas práticas de visualização. Assim, é fácil compartilhar dados e descobrir problemas que merecem ajuste em todos os estágios.

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Leandro Guimarães
Leandro Guimarães é o fundador da Know Solutions e trabalha com Business Intelligence desde 2009. Possui amplo conhecimento em Modelagem Dimensional, Data Warehouse e na plataforma Pentaho.

Foi aluno de Ralph Kimball, maior referência mundial no assunto, no curso de Modelagem Dimensional realizado pela Kimball University, em Estocolmo – Suécia.

Já ministrou diversas palestras sobre o tema e atualmente mantêm o blog da Know Solutions, com referências sobre Business Intelligence.

Pós Graduado em Gestão de Projetos de Software pela PUC – Paraná. Trabalhou durante 7 anos na empresa Siemens onde participou de projetos em diferentes países.