A Coca-Cola é uma presença onipresente na vida dos brasileiros e em todo o mundo. Com tamanha potência e alcance de mercado, poderíamos até mesmo pensar que a organização conduz seus negócios à moda antiga, mantendo a fórmula vencedora. Nada mais longe da verdade: neste post, vamos mostrar como a Coca-Cola se tornou referência entre as empresas que utilizam o Big Data.

A gigante norte-americana abraçou as novas tecnologias e tem desenvolvido soluções digitais inovadoras, criando novos meios de se posicionar na era da transformação digital. Mas quais são os exemplos práticos? Vamos conhecer agora mesmo. Confira!

Assistentes virtuais

É importante notar que o Big Data se relaciona diretamente à inteligência artificial, já que a IA se beneficia dos dados reunidos. De certa forma, podemos dizer que o Big Data é o grande combustível da inteligência artificial.

Pensando nisso, a Coca-Cola realiza investimentos significativos em pesquisa e desenvolvimento em inteligência artificial, gerando insights a partir dos dados coletados. A empresa também está procurando seguir o exemplo dos gigantes da tecnologia e desenvolve ferramentas de alta complexidade, similares às já estabelecidas Alexa e Siri.

A diferença é que essa Inteligência artificial está presente em máquinas de venda automática, permitindo maior personalização. Assim, os usuários podem solicitar sua mistura favorita de qualquer máquina — que realiza a mistura de acordo com a preferência individual.

Opções mais saudáveis

Como as vendas de bebidas açucaradas e com gás caíram significativamente nos últimos anos, a Coca-Cola aproveitou o Big Data para seguir a tendência. Dessa forma, foi possível desenvolver e comercializar opções mais saudáveis, como os sucos Minute Maid e Simply Orange. É importante lembrar que a primeira opção, no Brasil, corresponde ao popular Del Valle.

Por meio da tecnologia, a empresa monitora elementos como classificações de acidez e doçura e oscilação dos preços das matérias-primas. Imagens de satélite das plantações das frutas que geram os sucos também são verificadas e, com o Big Data, é possível garantir que as laranjas sejam cultivadas de forma sustentável.

O algoritmo, em seguida, encontra a melhor combinação de variáveis, a fim de combinar os produtos aos gostos dos consumidores locais — nos mais de 200 países que recebem os seus produtos.

Mineração de dados nas redes sociais

Com mais de 100 milhões de fãs no Facebook e outros tantos milhões de seguidores no Twitter, podemos dizer que as redes sociais são outra fonte de dados valiosos para a companhia.

A Coca-Cola acompanha de perto como os seus produtos são representados nas mídias sociais e, em 2015, foi capaz de calcular que seus produtos foram mencionados em algum lugar do mundo, em média, pouco mais de uma vez a cada dois segundos.

Ao coletar esses dados, os cientistas de dados companhia têm uma ideia precisa sobre quem está consumindo suas bebidas e onde estão os seus clientes. A empresa usou a tecnologia de reconhecimento de imagem orientada por IA para determinar a melhor maneira de veicular anúncios. Isso é feito por meio da detecção de fotos tiradas pelos fãs que veiculam a marca.

Como vimos no post, ao abraçar a tecnologia, a Coca-Cola se tornou referência entre as empresas que utilizam o Big Data. A boa notícia é que essa ferramenta se adapta a diferentes tipos de negócio, otimizando a performance digital e gerando vantagem competitiva.

Para saber mais sobre como a tecnologia pode ser integrada ao seu negócio, aproveite a visita e leia, agora mesmo, o nosso post sobre as melhores formas de obter sucesso com o Big Data!

Leandro Guimarães
Leandro Guimarães é o fundador da Know Solutions e trabalha com Business Intelligence desde 2009. Possui amplo conhecimento em Modelagem Dimensional, Data Warehouse e na plataforma Pentaho.

Foi aluno de Ralph Kimball, maior referência mundial no assunto, no curso de Modelagem Dimensional realizado pela Kimball University, em Estocolmo – Suécia.

Já ministrou diversas palestras sobre o tema e atualmente mantêm o blog da Know Solutions, com referências sobre Business Intelligence.

Pós Graduado em Gestão de Projetos de Software pela PUC – Paraná. Trabalhou durante 7 anos na empresa Siemens onde participou de projetos em diferentes países.